terça-feira, 11 de agosto de 2015
15 de janeiro, 5h da manhã, a pior hora pra mim. Ta calor apesar do ar gelado na noite. Acordo perdida, sufocada, sozinha. Me arrumo, verifico a minha mala mais uma vez. O ato de verificar a mala me dói mais que uma surra. Desço a escada de mochila na costa. Sair na rua com o sol nascendo é tão familiar, a neblina, os carros, o cheiro. Mas dessa vez, o meu destino é o aeroporto e não a rodoviária. Me dou conta do tempo que desperdicei quando coloco os pés lá. A falta de tempo me persegue, me sufoca, tirando o meu ar e me matando aos poucos. Perceber que devia estar indo te ver ao invés de voltar pra casa me machuca tanto que preciso me abaixar pra segurar a onda de desespero que sobe pelo meu estomago e vai pra cabeça. Sinto percorrer todo o meu corpo, levando meu controle embora. Fiquei lá mais uma vez, com você.
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